“Cada um conta o que quer”, diz João Kléber sobre revelações polêmicas feitas em seus programas

Publicado às 13:58
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(Foto:Divulgação/RedeTV!)

Nesta sexta-feira (16) a apresentadora Mariana Godoy conversou com um dos mais conhecidos nomes da televisão brasileira: João Kléber. No bate-papo descontraído, o humorista relembrou a infância humilde, o início da carreira na televisão e opina a respeito dos polêmicos segredos revelados no palco de suas atrações. “Todo mundo tem um segredo e cada um conta o que quer. (…) Tem casos terríveis, coisas muito sérias, mas tem uns que contam coisas mais malucas. Eu não estou aqui para investigar a vida de ninguém”. Mariana então o compara a Chacrinha, que “também dava chance a todos na televisão” e o apresentador diz: “O Chacrinha deixava as pessoas à vontade, isso eu aprendi com ele. Ele foi um grande mestre”.

O convidado especial contou que começou a fazer imitações quando ainda estava no colégio e afirmou que “nunca deixará de ser humorista” ao ser questionado sobre os momentos em que trocou o humor pela polêmica em sua trajetória na televisão. O apresentador do dominical “João Kléber Show”, da RedeTV!, ainda explicou algumas mudanças recentes no conteúdo de sua atração. “O público de domingo a noite pedia a irreverência, as pegadinhas, os segredos. Até hoje as pessoas pedem a volta do ‘Teste de Fidelidade’“.
Sobre o “Para, Para, Para!”, um de seus clássicos bordões, João Kléber revelou o que o motivou a criá-lo. “Foi quando eu vim para a RedeTV!, em 1999. Eu tinha um programa com muitos quadros e tinha que criar um suspense antes dos breaks. Assim surgiu o “Para, Para, Para!”, que caiu no gosto popular, passou gerações e até hoje falam quando eu passo na rua”.
O humorista ainda destaca a observação do dia a dia como inspiração de seus quadros e programas de TV. “Cotidiano, isso eu aprendi com o Chico Anysio. Eu sempre falo para as pessoas: ‘gente, fazemos programa para quem assiste televisão, é um programa popular, temos que fazer o programa para o povo'”, conta ele, que recentemente se inspirou numa telespectadora que lhe escrevia cartas para criar a personagem ‘Dona Lalá’.
Durante a conversa o apresentador também destacou um dos momentos mais difíceis de sua trajetória, rebatendo a ideia de que a vida de um artista é apenas ‘glamour’. “No dia em que minha mãe morreu eu estava fazendo um show de humor em Punta del Este. Isso foi no final de abril de 1999 e minha mãe fazia aniversário no dia 6 de maio. Tocou o telefone, eu já estava embarcando para a convenção e era minha irmã, chorando. Cheguei para o diretor da empresa que havia me contratado e expliquei que precisava voltar, mas ele disse que eu tinha que estar presente. Minha mãe estava sendo velada e eu, por compromisso profissional, estava fazendo um show de humor, tendo que fazer as pessoas rirem”, reviveu.
Sempre irreverente, João Kléber também aproveitou para comentar o “politicamente correto”: “deixou as coisas muito chatas, acho que o mundo está muito chato” e não contém a curiosidade quando a apresentadora Mariana Godoy propõe uma inversão de papéis e promete revelar um segredo sobre ele no final da atração. “O que tem dentro dessa caixa, Mariana? Agora estou entendendo o que eu faço com as pessoas! Estou bebendo do meu próprio veneno”, brincou.